André Dias é finalista de Comunicação Audiovisual e Multimédia da Universidade Lusófona do Porto. Realizou a curta-metragem «Perdoa-me» em parceria com Joana Silva, antiga aluna da Escola Secundária de Canelas. No dia 16 de Março venceram o Concurso de Curtas-Metragens de Canelas.
Chama-se «Perdoa-me» e conta a história de um sem-abrigo que vai ao encontro da família, impulsionado por um banal encontro na rua. Foi com esta história que André e Joana convenceram o júri.
Além do prémio «Melhor Curta-Metragem», no valor de 600 euros, os dois jovens venceram a categoria «Melhor edição», com prémio de 100 euros.
Nessa noite, «Perdoa-me» foi destacado ainda na representação: o protagonista conquistou o prémio «Melhor Actor», também no valor de 100 euros.
O concurso é organizado por alunos da Escola Secundária de Canelas, em Vila Nova de Gaia. Nasceu há quatro anos e o sucesso é crescente. Para ver imagens do evento e ver as reacções, assista ao vídeo:
Texto: Jessica Santos
Reportagem televisiva: Jessica Santos e Sílvia Silva
“Dar uma nova oportunidade ao futuro”. É esta a máxima utilizada por aqueles que se apresentam como: “Eu sou trabalhador-estudante”. Com a elevada taxa de desemprego, os portugueses viram-se obrigados a regressar à escola. Mas, a idade mudou, a mentalidade transformou-se e, trazem com eles um outro estatuto, o de trabalhador.
Ana Pinto: Qual a razão que o levou a não prosseguir com os estudos, após terminar o secundário?
Agostinho Neto: A minha independência económica foi o principal motivo que me levou a abandonar os estudos. O facto de não gostar de estudar foi, também, uma das razões que ajudaram na decisão.
A.P.: A vertente económica teve algum peso na decisão?
A.N.: Sim, posso dizer que sim. As despesas são enormes, quando optámos por ir para a faculdade e, também, nunca fui um aluno exemplar, logo a minha média nunca iria permitir que conseguisse entrar numa universidade pública. Neste caso, os gastos iriam aumentar.
A.P.: Com apenas o 12º ano, foi fácil encontrar emprego?
A.N.: É claro que não. Os tempos já se adivinhavam difíceis e eu não possuía qualquer experiência no mercado de trabalho. Estive cerca de um ano à procura de emprego. As empresas são muito exigentes na seleção que fazem. Exigem, obviamente, o ensino obrigatório, mas também exigem alguns anos de experiência, o fator essencial que eu não possuía.
A.P.: Como foi a adaptação ao mercado de trabalho?
A.N.: Não foi fácil… nada fácil, aliás. Nós, jovens, pensamos que conseguimos ter controlo sobre tudo e todos e, a partir do momento em que comecei a trabalhar, deparei-me com o oposto.
A.P.: Ao fim de três anos a trabalhar, decidiu voltar a estudar. Porque reconsiderou a decisão?
A.N.: Queria saber e ser mais. Com a taxa de desemprego a aumentar dia após dia, percebi que deveria apostar num futuro melhor e, para isso, estudar seria a solução. Além disso, os riscos do meu emprego tiveram um peso considerável na minha decisão.
A.P.: Estudar e trabalhar, ao mesmo tempo, não é fácil. Qual o segredo para conciliar ambos?
A.N.:Gerir bem o tempo e organizá-lo da melhor forma possível. O facto de trabalhar das sete horas às catorze horas e trinta minutos permite-me usufruir da tarde e, assim, conseguir manter o estudo e os trabalhos em dia.
A.P.: Tem conhecimento que, ao ser trabalhador-estudante, usufrui de direitos específicos?
A.N.: Sim, tenho noção disso. Posso usufruir do dia anterior a uma prova escrita para estudar e o respetivo dia da mesma. Se se tratar de um exame final, possuo dois dias para me preparar.
A.P.: Para si, “abandono escolar” é sinónimo de…
A.N.: Arrependimento.
“Portugal, Portugal, a quanto nos obrigas…”
Com a situação económica insustentável do país, é necessário encontrar soluções para “coser” buracos financeiros e lutar por uma vida estável. A solução é apostar numa formação escolar mais sólida e partir à aventura, sem receios.
Distante vai o tempo, onde Portugal era conhecido pelos elevados níveis de cidadãos analfabetos, níveis atribuídos, sobretudo, às mulheres, cuja principal função era cuidar e zelar pela família. Mas, estamos no século XXI e, embora o termo “analfabeto” se encontre em vias de extinção, o desemprego assume grande relevância no país.
As candidaturas ao ensino superior estão a crescer. Mas, os candidatos optam pela entrada nas universidades públicas, devido ao prestígio e à contenção de gastos.
Em 2005, José Sócrates discursou ao país e declarou “O desenvolvimento do país confronta-nos com uma opção clara e inadiável: a aposta na qualificação da população portuguesa”. Propôs aos portugueses a inscrição nos centros Novas Oportunidades.
Durante os seis anos do “Governo de Sócrates”, a iniciativa “Novas Oportunidades” contribuiu para a evolução dos portugueses.Graças à facilidade de acesso muitos estudantes conseguiram completar a escolaridade obrigatória. Esta opção de qualificação tem proporcionado progressos importantes.
A arte de trabalhar e estudar é tarefa complicada, mas, tal como mostra Agostinho “a ambição deve ser sempre maior, para que seja possível, construir pilares firmes e consistentes” para a glória do país.
A peça estreou no dia 9 de Março, e, nas palavras do encenador Nuno Carinhas, é “um espectáculo vibrante, com um elenco muito jovem”, e onde tentará “o desafio de ver o que há de mais filosófico que teológico naquilo que Vicente fazia” e que é também “sobretudo um grande desafio linguístico”.
Nuno Carinhas “apodera-se” da obra Alma de Gil Vicente . Um auto escrito entre a composição da Barca do Inferno e da Barca do Purgatório, que recria a ancestral metáfora da vida como peregrinação – um caminho de provação, mudança e busca. Com os seus diabos, anjos, doutores da Igreja e uma “Alma caminheira” que é, a um tempo, alegoria de todas as almas e expressão dramática de um carácter individual.
Alma levanta questões como, a natureza humana, a sua liberdade e o seu destino , a sua inscrição no tempo e a sua demanda de eternidade. Uma obra divina e profundamente humana, daquele que Teixeira de Pascoaes chamou “o mais Anjo e o mais Demónio de todos os poetas portugueses”.
Nesta época carnavalesca as ruas e as discotecas começam a perder lugar para as festas privadas que podem durar todo o fim de semana. O fenómeno parece estar a virar moda entre jovens e adultos.
Tudo começa no envio de uma mensagem escrita a uns amigos que por sua vez também convidam os seus amigos e os amigos dos amigos. Torna-se um circulo vicioso que atrai cada vez mais adeptos. Nas festas mais “badaladas” há DJ's profissionais e bar aberto, mediante o pagamento de uma caução à entrada do local tendo, assim, direito a uma pulseira.
O padrão que define as festas privadas é realizarem-se pela noite fora e exigirem a presença de dois ingredientes obrigatórios: música, máscara de carnaval e drogas. De resto, algumas decorrem em apartamentos degradados de porta aberta e outras em vivendas luxuosas; algumas são simples locais de consumo de estupefacientes, pouco seleccionados, outras reúnem as condições propícias para prolongar a diversão, tendo inclusive quartos para os convidados dormirem.
"As festas em casas privadas acabam por ser como se estivesses numa discoteca. Porque eles têm o material todo para pôr música e às vezes até está mais de um DJ presente", relata Sara Martins, estudante universitária . As festas que frequenta são normalmente em casas de férias, "porque as pessoas que têm casa permanente não têm levam para lá pessoas". O ambiente pode ser "bizarro", mesmo para quem está sob o efeito de estimulantes. Chega-se ao ponto de ninguém saber quem eram os donos da casa.
Em todo o caso, a é flutuante e variada, de todas as faixas etárias, estratos sociais e económicos. É exatamente essa miscelânea de personalidades que atrai os jovens. Vê-se todo o tipo de gente e há mesmo encontros imprevistos. No entanto, este ambiente pode tornar-se decadente e as consequências físicas sentem-se no dia seguinte. Atualmente, o Carnaval já não é feito nas ruas mas sim em “private parties”.
A coleção de desenho da Faculdade de Belas Artes do Porto (FBAUP) vai estar em exposição, até 22 de Abril, nas galerias da faculdade e no Museu Soares dos Reis. "Cinco Séculos de Desenho na Coleção da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto" integra obras assinadas por alguns dos maiores artistas portugueses e um desenho de Leonardo da Vinci.
Os desenhos apresentados pretendem dar a conhecer, através do desenho, toda a História do pensamento. A exposição está dividida em três núcleos pertencentes a diferentes períodos de cinco séculos da história da Arte.
Nas galerias da FBAUP, o 1º núcleo apresenta desenhos italianos dos séculos XVI e XVII – onde inclui-se A Rapariga Lavando os Pés a uma Criança (1480), a obra de Leonardo da Vinci. O 2º núcleo dedica-se à revisitação dos 232 anos de história do ensino artístico no Porto, também em exposição na FBAUP. Finalmente, o 3º núcleo, a residir no Museu Nacional Soares dos Reis, resulta da agregação de mais de 150 obras doadas por artistas e famílias de artistas formados na Escola de Belas Artes do Porto. Neste espólio figuram nomes como Júlio Resende, Siza Vieira, Nadir Afonso, Clara Menéres, entre outros.
A bombonaria Bonitos abriu uma nova loja na baixa. Agora, é possível provar os chocolates artesanais na Rua 31 de Janeiro, no Porto.
A marca Bonitos deve o nome ao fabricante dos chocolates, Valdemar Bonito. A especialidade são as trufas de wisky e vinho do Porto, mas há também chocolate branco, preto, com nozes ou outros frutos secos, entre outros. E, para quem não for fã de cacau, encontrará na loja compotas, bolachas de Santa Maria da Feira (também elas de fabrico artesanal e exclusivo), mel, amêndoas, e algumas peças artísticas.
A Bonitos não é nova na cidade. Já tinha loja nas Antas, mas com o decair das vendas veio a necessidade de uma nova aposta. Fechou nas Antas e moveu-se para uma das zonas mais movimentadas da cidade. Está há apenas dois meses na Baixa, mas o gerente José Manuel Lopes espera que seja para ficar.
Para conhecer melhor os novos chocolates da Baixa do Porto, assista ao vídeo:
As
festas da Associação de Estudantes da Faculdade de Engenharia da Universidade
do Porto estão de volta. Depois do já famoso Arraial de Engenharia, a AEFEUP
traz as Noites D’Engenharia ao clube Villa Porto, que prometem aquecer as
noites da invicta.
Os
três dias de festa, de 13 a 15 de março trazem música para todos os gostos e
contam com a presença de M. Digga, KultureBrothers, 2many sounds, DJ Joe Well,
Marcus, DJ Lewis entre muitos outros.
Os
preços variam entre 3 e 5 euros nos bilhetes previamente adquiridos, com o
acréscimo de 1 euro se comprados no ato de entrada. A AEFEUP apresenta ainda a
possibilidade de adquirir uma caderneta para todos os dias com oferta de uma
t-shirt por 12 euros.