terça-feira, 7 de junho de 2011

Jovens vivem experiências noturnas precoces

Jovens e adolescentes estão cada vez a sair mais à noite, encarando as saídas noturnas como sinónimo de libertação e independência. Para os pais, os problemas e preocupações começam mais cedo. A rebeldia e os excessos são atitudes comuns.


São jovens ou até mesmo crianças que dos 12 aos 15 anos querem ir para as discotecas. A vida noturna já não é um meio desconhecido, uma experiência vivida por cada vez mais jovens. As saídas à noite dos filhos são para os pais motivo de preocupação. Sem saberem que decisão tomar, muitas vezes ficam divididos entre deixar sair ou não, já que a estas saídas podem estar associados alguns perigos como o consumo de álcool e drogas, a violência e as relações sexuais de risco.
“ Gosto de sair á noite para não ser excluída pelos meus amigos. Os meus pais nem sempre têm conhecimento quando saio, por vezes digo que vou dormir a casa de uma amiga” Bárbara Silva 15 anos.
“Normalmente vou a discoteca com a minha tia, uma vez que já é adulta os meus pais deixam-me, mas não tenho por hábito sair à noite” Esperança Lucas 17 anos.
Segundo a Socióloga Isabel Babo Lança, contextualiza essas atitudes nos jovens mediante as lógicas vigentes num espaço público contemporâneo, as normas e as convenções têm vindo já desde o século XX a decair. Verificou-se ainda que esta questão do culto do “eu” de uma personalização excessiva tem custos elevados, a perda da identidade é um deles. “É lamentável ver jovens a serem conduzidos aos hospitais ou o mais grave ainda é a não serem levados aos hospitais porque às discotecas que os vendem álcool não querem ser identificadas” sublinhou a socióloga.
Afirmou ainda que cultura não deve ser chata, e é ai que os pais, professores e psicólogos entram e têm um papel fundamental para a orientação dos jovens para que entendam que é possível divertirem-se sem consumirem álcool ou saírem à noite.

As estatísticas dos bancos de urgência registaram um aumento elevado nos últimos anos de jovens que em épocas festivas dão entradas nos hospitais inconscientes.
Sair à noite para os jovens é sinónimo de regresso a casa às cincos ou seis horas da manhã. Algumas discotecas optaram por abrir mais cedo para que os jovens divirtam-se até à meia-noite. Mas para esses jovens o conceito mudou, têm que “curtir” à noite toda como gente grande e para apimentar as meninas vestem-se como adultas, de minissaia, top decotado, pintadas e de saltos altos.




Por: Zanaida Augusto

Terceira idade: Envelhecer bem

O envelhecimento bem-sucedido é cada vez mais importante, quando há um crescimento da população sénior. Existem alternativas proveitosas para melhorar a qualidade de vida na terceira idade.

O significativo crescimento da população idosa tem um impacto social. Dada a situação, importa promover um envelhecimento aliado ao bem-estar e qualidade de vida. Para que isto aconteça, é importante estar a par das alternativas aconselháveis, para todos os gostos e carteiras.
 Olímpia Soares, com 79 anos, mantém o contacto próximo com a família e considera isso como um factor importante na sua vida. Faz questão de os convidar em épocas especiais e manter essas relações privilegiadas ”chamo-os e levo-os a comer em casa ou ao restaurante. Sou muito amiga dos meus filhos, eles convidam-me muitas vezes para ir a casa deles”, diz entusiasmada.
 Para além destas relações, faz questão de preencher os seus dias com visitas “a amigas ou doentes”, a fazer o trabalho doméstico mais básico e caminhadas “todos os dias dou uma voltinha porque faz bem”. Cidália Lima, com 78 anos acrescenta alternativas para o idoso se manter activo no contexto social, físico e mental “todos os sábados vou ao shopping para me encontrar com as minhas amigas. Durante a semana vou até ao cafezinho para me distrair. Quando a câmara organiza actividades, inscrevo-me sempre!”.

Exemplos de como se pode preencher os dias e de forma diferente, ora dedicando-se aos outros, de forma a colmatar não só a sua solidão como a dos outros. Ora dedicando-se às tarefas domésticas, pequenas actividades benéficas para o exercício mental e exercício físico.
A componente física é muito importante para a condição de vida nos idosos, “é uma forma dos músculos não atrofiarem, quanto mais activos, tanto a nível físico como mental, melhor se encaminham com o avançar da idade”, diz Sílvia Portela, professora de psicologia.  
E é neste mesmo caminho que está Maria Rocha. Com 69 anos, faz o trabalho de campo a um ritmo notável. Desde que adquiriu um vasto terreno, cultiva vários legumes, frutos e animais – desde galinhas, coelhos a ovelhas, cabras e porcos e ainda tem tempo para fazer jardinagem. Tudo isto feito única e exclusivamente por ela. Faça chuva, faça sol, Maria Rocha acorda com o cacarejar das galinhas. O dia começa cedo, as vicissitudes da velhice não a fizeram parar, mas sim abrandar o ritmo “as pernas começam a ganhar caruncho, a coluna também, e é o que faz uma pessoa cansar-se senão não me cansava”, diz em tom de brincadeira. Segundo a tese “Qualidade de vida e solidão na terceira idade” de Ana Filipa Alves dos Santos, da Universidade Fernando Pessoa, estes testemunhos reúnem todos ingredientes para se envelhecer bem.
É difícil obter espaços disponíveis para fazer o que Maria Rocha faz com os seus terrenos, mas também existem serviços sociais de apoio aos idosos e lares de luxo.
O programa Apoio 65 – idosos em Segurança, iniciativa do Ministério da Administração Interna, um projecto integrado no policiamento de proximidade (PIPP) para criar melhores condições na qualidade de vida dos idosos. Um projecto que consiste em “dar resposta (principal ou alternativa) às necessidades como: acesso e controlo de informação útil e dos seus direitos, qualidade de alojamento e alimentação, falta de retaguarda e suporte familiar, apoio na doença, entre outros”, afirma o subcomissário Marco Almeida.
Há ainda um outro projecto em curso entre a Câmara Municipal do Porto e a Federação Académica do Porto, o Programa Aconchego. Um programa a pensar em todos os Séniores da cidade do Porto e universitários. Os idosos cedem espaço para mais uma pessoa (universitário) e ganham uma companhia, os universitários beneficiam de uma casa cómoda para morarem.
Um programa que ajuda a colmatar a solidão na terceira idade, uma das componentes importantes para o bem-estar do idoso e melhorar a sua qualidade de vida, com os serviços médicos e apoio domiciliário oferecidos por este. O projecto aproxima os jovens dos idosos numa possível troca de valores propícia a ambos. O subcomissário Marco Almeida refere ainda, a longo prazo, responder de maneira significativa aos pedidos dos idosos, mas para isso, é necessário “um trabalho em rede é fundamental para conseguir mais e melhor intervenção junto da população sénior”.
Para quem beneficia de uma boa estabilidade financeira pode optar pelos lares de luxo. Entre a vasta gama de serviços personalizados e evolutivos, estas instituições de luxo têm o cuidado de criar soluções à medida de cada hóspede, para esteja acomodado com o maior conforto possível.
Alternativas favoráveis para melhorar as condições de vida nos indivíduos e aumentar a esperança média de vida. É neste sentido que as alternativas mencionadas são proveitosas para melhorar as mudanças ocorridas no processo de envelhecimento. O processo de envelhecimento tem um grande impacto na vida dos indivíduos e consequentemente na sua qualidade de vida definida pelo nível de satisfação com a vida, na qual depende do envolvimento de vários factores, como hábitos de vida, de actividade física, da percepção de bem-estar, das condições físicas e ambientais, do relacionamento familiar e da amizade, como refere em Qualidade de vida e solidão na terceira idade por Ana Filipa Alves dos Santos.

Por: Carina de Barros

"A Rua é a minha casa"



Hipotecaram as suas vidas desde que foram viver para as ruas acompanhados pelo vício. A droga, o álcool e os problemas familiares fizeram com que estes homens e mulheres abandonassem uma casa com tecto, para se tornarem sem-abrigo na cidade do Porto.

Sete anos, 2555 dias é o tempo que “Tiago” (nome fictício) vive nas ruas da cidade do Porto: “Perde-se a noção do tempo, os dias são todos iguais”. Hoje, aos 29 anos confessa que foi o vício da droga que o desencaminhou. Afirma que sempre foi um jovem difícil e que a mãe, a única pessoa que se preocupava com ele, apesar de o ter castigado não conseguiu com que ele “ganhasse juízo”. Mesmo mostrando-se reticente, encolhendo os ombros sempre que lhe era perguntado algo sobre a sua vida, por essa razão não quis tirar fotografias nem dar o seu nome verdadeiro, continua “O meu pai chegava a casa muitas vezes bêbado e batia na minha mãe, assisti muitas vezes a cenas de violência e cheguei a um ponto que não aguentava mais, meti-me com as pessoas erradas e hoje estou nesta vida”, recorda.“Para ganhar dinheiro, arruma carros, pede nas ruas ou desloca-se até às portas de mercados, onde costuma estar muita gente. Esse dinheiro vai exclusivamente “para o vício”, pois “os restaurantes na hora do fecho dão os restos, e quem já está na rua há muito tempo sabe onde se deslocar”.
As equipas de rua que, à noite, confortam os estômagos dos sem-abrigo e aquecem os seus corpos cruzam-se várias vezes com a rotina de Tiago. “São uns chatos, mas ajudam-me”, afirma. Apesar de ainda ser um jovem afirma que não quer “voltar para casa” e sabe que “deixar isto é uma tarefa difícil, por isso, não me engano a mim próprio”. “Tiago” afirma “a rua é a minha casa”.

Veja aqui mais informações sobre os sem-abrigo do Porto.
Veja aqui o retrato de uma mulher sem-abrigo.
Veja aqui informações sobre o Perfil dos sem-abrigo do Porto.


Por: Joana Silva

“Uma precoce carreira de sucessos” – Reportagem Zé Manel (Projecto Darko)

Com apenas 23 anos, Zé Manel, actual vocalista do projecto Darko, é dono de um talento musical inalcançável. Zé nasceu em Lisboa, todavia, foi na Covilhã que viveu até aos quatro anos e em Viseu que passou onze da sua jovem vida. Além de sua vida musical, Zé Manel já tem participado em várias edições do Portugal Fashion, como em 2004 e 2005, onde desfilou para a Lion of Porches, participou nas peças de teatro “Everything but the clothes” e “Campos de amor”, no famoso Teatro Viriato, em Viseu. Em 2009, desintegrou-se do grupo Fingertips, para iniciar um novo projecto, no qual tem estado a trabalhar até à presente data.
Nome : José Manuel Correia Ferreira Bicho.
Data de Nascimento : 4 de Maio de 1988.
Altura : 1,82m.
Cidade onde gostaria de viver : Londres.
Gosta de : Cantar, escrever, tocar piano, cozinhar e pintar.
Filme favorito : Vanilla sky.

Os primórdios da sua carreira musical (Clique aqui para saber mais)

Desde finais de 2010, tem estado em estúdio a produzir temas para o novo projecto, acompanhado da sua nova banda, de nome: “Darko”, que no final do último mês de Maio apresentou o novo trabalho, que se intitula “Borderline personallity disorder”. Foi agora aos 23 anos, que Zé Manel decidiu dar início a um novo capítulo na sua vida profissional com o projecto Darko, depois de se ter destacado durante 8 anos como vocalista e letrista dos Fingertips e como “alma” da banda. Quando abordado sobre o enorme hiato que decidiu fazer desde o fim da sua ligação aos Fingertips, em 2009, o entrevistado referiu que : “A pressa é inimiga da perfeição” e que esse mesmo ano foi um ano de grandes mudanças na sua vida, e onde muita coisa pesou. Cansou-se, de certa forma, de ser o “miúdo engraçadinho de cabelos compridos dos Fingertips”.

Darko nasceu da vontade de Zé Manel se expressar livremente, através das músicas e letras que foi acumulando ao longo dos anos nos arquivos de sua casa. O resultado foi a criação de um trabalho extremamente pessoal, onde se vangloria, que sem qualquer aula de música ao longo dos anos, de ter sido ele que fez as letras, músicas, produção do disco e que se orgulha muito de si mesmo, recordando a questão do dom, o qual foi importante para conseguir o que já conseguiu e ambiciona muito mais no futuro.Este último disco que – segundo zé – lhe enche as medidas, pois é um trabalho tão pensado como espontâneo e é com orgulho que afirma ter feito o disco que quis, da forma mais simples que pôde existir: com franqueza e amor a tudo o que viveu nesta curta vida. Revela-se, actualmente, um fã incondicional das redes sociais (facebook), pois considera imprescindível a comunicação com o público-alvo e entende estas ferramentas digitais como uma forma de chegar a todos, de forma bastante fácil, sem quaisquer custo.

“ A música não é o meio de comunicação por excelência, a arte sim"

O novo projecto Darko...
 A escolha do nome do projecto foi difícil, mas acabou por ser finalmente uma óbvia alusão ao brilhante filme de culto “Donnie Darko” do realizador Richard Kelly, muitos jovens tem influenciado, ao longo da última década.
“Darko poderia ser muitas coisas que gostava de ter sido e que espero ser, mas penso que no fim anos de trabalho não consegue ser mais do que simplesmente eu – a minha pessoa. Acaba por ser o encerrar o encerrar de uma década de ilusões, desilusões, conquistas e falhas”…

Do projecto fazem parte: Zé Manel (vozes e piano) Jorge Oliveira (bateria), Jorge Loura (guitarras), Alexandre Leão (baixo) e Miguel Amorim (teclas). Após algumas tentativas, Zé Manel acabou por avançar o tema de avanço deste novo projecto, que se chama: “Define Joy”. Uma canção que reflecte os paradoxos da sociedade actual, das relações amorosas, das dúvidas profissionais e inquietações pessoais. Fala-nos de como a felicidade é apenas estado temporário, efémero – refere. Clarificou-nos que o seu novo álbum será composto por 13 temas e que estará nas bancas no início do mês de Junho. Os arranjos são dos elementos da banda, a produção de Rui David (Hands on Approach), com a co-produção de Zé Manel e foi gravado entre Junho e Dezembro de 2010 no RD Estúdios, em Setúbal.
Várias pistas foram deixadas ao longo da conversa que permitiram concluir que Zé Manel tem visão, meios e, sobretudo, ambição e ideias que poderão ajudar a conferir aos seus projectos uma envergadura muito assinalável e um futuro muito sólido…

Em jeito de despedida deixou-me um “Obrigado por tudo, divirtam-se e sejam felizes”.

Escute aqui o novo single de estreia :

Reportagem elaborada por:
J. Miguel Garcia







3D na palma da mão

A constante evolução tecnológica prevê um futuro interactivo. O efeito 3D, a nova moda está cada vez mais presente na vida dos portugueses.

Embora a nova moda de entretenimento tenha ganho um destaque gigante com o filme Avatar de James Cameron em 2009, o conceito não é recente. Foi em 1952 que aconteceu a primeira tentativa de cinema 3D na América. Contudo a fragilidade da época não permitiu que fosse desfrutado e visto como algo concretizável mas criou entusiasmo. Os óculos de papel com uma lente de cada cor ficaram no passado. Agora temos ao dispor uns óculos modernos, flexíveis. 

         
 O efeito 3D é obtido com a sobreposição específica de duas imagens que devem ser vistas com uns óculos próprios cujo propósito é criar uma imagem diferente para cada olho e consequentemente o cérebro criará a ilusão de profundidade. É assim que se obtém momentos distintos da mesma figura – profundidade, distância, tamanho e até movimento. De explicar que este processo tem o nome de visão estereoscópica. Para obter o resultado final, duas imagens são projectadas em pontos distintos e ambas devem ser devem ser captadas ao mesmo tempo para criar a sensação de realidade. As câmaras estereoscópicas que simulam a visão humana são colocadas a aproximadamente seis centímetros uma da outra (a distância média entre os olhos de uma pessoa). João Alves de Sousa, docente na área do 3D na Universidade Lusófona do Porto considera que ‘’mais cedo ou mais tarde a maioria dos conteúdos audiovisuais começarão a ser transmitidos em 3D. Apesar da estereoscopia não ser indispensável, acaba por ser uma evolução natural, como a da televisão a preto e branco para cores ou os telemóveis com teclas para os Touchscreen’’.




Para saber quais as actuais aplicações do 3D clique aqui

Para conhecer as salas Imax clique aqui

Por: Catarina Marinheiro


segunda-feira, 6 de junho de 2011

Ciberjornalismo e imprensa escrita

O ciberjornalismo é uma prática jornalística de acesso online. Qualquer utilizador que se encontre num local com acesso à internet pode consultar uma página de um jornal ou revista.

Quando os jornais começaram a ter as suas páginas e edições disponíveis na internet houve quem se questionasse sobre o futuro da imprensa escrita. Ainda assim, os jornais em papel sobreviveram ao online, apenas contando com algumas quebras nas suas vendas diárias.
De facto, observa-se que tanto há espaço para o ciberjornalismo como para imprensa escrita. Cabe assim ás pessoas a escolha de qual a forma de fazer jornalismo que mais se familiarizam para se manterem atualizadas quanto às notícias que surgem diariamente no quotidiano de uma sociedade.

Ilídio Guerreiro

Braga Romana: a cidade revive a sua génese

A cidade de Braga viajou mais uma vez no tempo, recuando mais de 2000 anos, para regressar ao período da ocupação romana da cidade. Entre os dias 26 e 29 de Maio, a actual cidade de Braga, antiga Bracara Augusta, foi palco da VIII edição da Braga Romana, um evento que tem como finalidade recriar o período histórico da sua génese, evocando o quotidiano da antiga capital romana da província da Gallaecia.



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