quinta-feira, 11 de abril de 2013

Bater Punho continua a dar que falar



Tedx Youth Braga

Miguel Gonçalves, o empreendedor bracarense de 32 anos, tem vindo a ser alvo de chacota dos humoristas portugueses como Bruno Nogueira e mais recentemente Ricardo Araújo Pereira, tornando-se uma das mais recentes “ondas” virais. Apresentado por Miguel Relvas no dia dois de abril, no âmbito do programa “Impulso Jovem”, o jovem orador tem vindo a dividir a opinião dos portugueses principalmente na internet, com uns a considerarem-no motivador e outros como “cromo”.

Bater Punho. É a frase usada por Miguel Gonçalves, numa sessão do programa Prós e Contras, para demonstrar que os jovens portugueses não devem ficar parados e à espera das oportunidades. Recentemente o nome do orador tem gerado grande controvérsia nos média nacionais, especialmente pelas sugestões que apresentou no Impulso Jovem, como vender pipocas para o centro comercial. Miguel Relvas convidou o orador para ser o embaixador do Impulso Jovem, programa de estágios do Governo que planeia ajudar os jovens portugueses a enfrentar o mercado de trabalho. Era a cara do evento, o embaixador “guru” do “bater punho”, que ficou polémico por afirmar algo como um estudante universitário sobreviver com 100 euros por mês a vender pipocas num centro comercial. “Peguem na palavra empreendedor. Vejam como a palavra acaba. Em dor. E não é à toa, e a coisa mais dura que há no mundo”.



Bruno Nogueira, humorista português, apelidou-o de “cromo”. “Miguel Gonçalves é uma espécie de livro de auto ajuda com laivos de Futre e a pronúncia da Fanny. É mais um dos padres do empreendedorismo.” Ricardo Araújo Pereira afirmou que os discursos do jovem orador eram como dizer “a uma rã sem pernas que saltasse”. “49 salas de cinema da Castelo Lopes fecharam por todo o país. É uma boa dica dizer às pessoas para ir vender pipocas para o cinema, como se fosse uma coisa fácil num mercado que está a fechar”.

Vítor Gaspar  no dia 10 de abril, suspendeu o Plano Estratégico de Iniciativas à Empregabilidade Jovem e de Apoio às Pequenas e Médias Empresas, mais conhecido como Impulso Jovem. O recente despacho do Ministro das Finanças condicionou todas as despesas públicas a aprovação pessoal de Vítor Gaspar. Assim, Miguel Gonçalves fica à espera do descongelamento do programa de que é embaixador após a escolha do ex-Ministro dos Assuntos Parlamentares. Até hoje, Miguel não se pronunciou aos média nacionais.



Imagem: TEDx Youth Braga

João Mota



Demolição da torre 4 do Bairro do Aleixo


A torre 4 do Bairro do Aleixo, no Porto, vai ser demolida esta sexta-feira, envolvendo mais de 300 agentes de segurança e com a evacuação de 410 moradores, segundo o comandante da Polícia Municipal.


  • O esquema que deverá repetir, mais ou menos, o mesmo dispositivo utilizado na torre 5, demolida em dezembro de 2011.



  • Polícia de Segurança Pública, bombeiros, Polícia Municipal e outros intervenientes -->
300 a 350.
  • Às oito e meia da manhã

  • Pessoas afetadas --> 410 ;11 manifestaram vontade de ser transportadas para o centro de acolhimento nas instalações da Polícia Municipal.

  • Restrição de acesso às artérias que atravessam o bairro.

- A partir das 08h30
- Nas ruas Carvalho Barbosa, rua da Mocidade da Arrábida e na rua Arnaldo Leite.



Fontes: www.jn.pt
Laura
Capella

Liga dos Campeões: A caminho de Wembley


A edição deste ano da Liga dos Campeões da UEFA está cada vez mais perto do final. Depois da eliminatória dos quartos-de-final, já só quatro equipas lutam pela maior competição de clubes do mundo. Barcelona, Borussia Dortmund, Bayern Munchen e Real Madrid discutem as presenças no jogo de 25 de Maio, em Wembley.


Depois do empate a duas bolas alcançado no Parque dos Príncipes, em Paris, o Barcelona carimbou, ontem, a passagem às meias-finais da Liga dos Campeões, com um empate (1x1), frente ao Paris Saint Germain. A outra equipa espanhola em prova, o Real Madrid, foi a Istambul perder por 3 a 2 mas, ainda assim, assegurou a passagem à próxima fase.
As outras duas formações que estarão presentes no sorteio de amanhã, em Nyon, são, também elas, oriundas do mesmo país. Os Bávaros de Munique impuseram-se perante a Juventus, de Itália, com um esclarecedor 4x0 no conjunto dos dois jogos. Já o Dortmund, 2º classificado da Bundesliga, arrancou uma vitória polémica frente ao Málaga, com queixas da equipa espanhola sobre a arbitragem.

Fonte: Wikicommons
Hoje é dia de Liga Europa, com o Benfica a visitar as terras de Sua Majestade com uma vantagem de dois golos na bagagem. O cartaz completa-se com o Basileia vs Tottenham, Lazio vs Fenerbache e, por fim, o Rubin Kazan a receber, na Rússia, o campeão europeu em título, o Chelsea.
O sorteio das meias-finais, tanto da Liga dos Campeões como da Liga Europa, realiza-se amanhã, em Nyon, e ditará os últimos encontros antes das respectivas finais. 


Veja aqui os dez melhores golos da fase de grupos da Liga dos Campeões.

Luís Miguel Costa

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Dias Ferreira abandona em direto "O Dia Seguinte"

O comentador sportinguista Dias Ferreira abandonou o programa "O Dia Seguinte" na sequência de uma discussão "acesa" com o jornalista e moderador Paulo Garcia.

Dias Ferreira já tinha ameaçado anteriormente deixar o programa, desta vez concretizou durante a emissão em direto desta segunda-feira.

O antigo dirigente dos leões acusa o jornalista de desrespeitar o Sporting. A "troca de palavras" resultou de uma chamada de atenção por parte de Paulo Garcia relativamente à postura do comentador.

O adepto leonino fez as seguintes declarações após o abandono do programa: “É muito chato estar num programa em que não se fala com outro comentador. Se fica mal estar de costas, é um problema meu. Gomes da Silva faz o que quer e lhe apetece e o Paulo Garcia parece mais que lhe faz entrevistas. É moderador mas não parece”.








OnMoving Film Festival: curtas no Porto


Porto recebe novo festival de curtas – metragens durante dois dias.



Este fim-de-semana realiza-se a 1º edição do festival "OnMoving Film Festival".
O evento decorrerá na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, nos dias 5 e 6 de Abril.
O evento consiste na produção de filmes ligados ao audiovisual. É um espaço de partilha de ideias e novos projectos, onde os realizadores têm a oportunidade de divulgar o seu trabalho.
Dos 22 filmes seleccionados vão ser premiados apenas cinco nas categorias de prémio do Público, prémio Jovem Realizador, Melhor Filme, Melhor Edição e Melhor Argumento.







Programa do OnMoving Film Festival:
Sexta, 5 de Abril de 2013
21:00 Horas - Grande Auditorio da FEUP
-"A Corrida" de Rui Madruga e Catarina Carrola
-"O Último Serviço" de Abel Oliveira
-"My Video Diary Project" de Mario Rui Silva
-"Antípodas" de Catarina Miranda e Beatriz Pereira
-"O Abominável” - Nada passa sem ficar" de Telmo Ferraz
-"Cool" de João Garcia, João Rodrigues e Francisco Manuel Sousa
-"Filho da Glória" de Jonas Nunes
-"Aqui jaz a minha casa" de Rui Pilão
-"Contra-tempo" de Luis Candeias

Sábado, 6 de Abril de 2013
18:00 Horas - Grande Auditorio da FEUP
-"Oh Johny" de Paulo Carneiro
-"Em Branco" de Joana Linhares
-"4M" de Nelson de Castro e Wilson Pereira
-"Faminto" de Hernâni Duarte Maria e Pedro Noel da Luz
-"Vermelho como o Teu Nariz" de Francisco Miranda
-"Walkie Talkie" de João Lourenço
-"O Rapaz que Ouvia Pássaros" de Inês Rueff e João Seguro
-"algúnLUGAR" de David Vallina 

Sábado, 6 de Abril de 2013
21:30 Horas - Grande Auditorio da FEUP
-"O Som do Silêncio" de Paulo Grade e João Lourenço
-"Os Que Nada Fazem" de Henrique Prudêncio
-"Projecto V" de Bernardo Gomes de Almeida
-"Helena Aquática" de Dunya Rodrigues
-"Quintessence" de Hugo França
-ENTREGA DOS PRÉMIOS












Porto: Presente e Futuro das livrarias mais antigas

Com a crise, as duas livrarias mais antigas da cidade do Porto: Livraria Lello e livraria Moreira vêem o futuro dos negócios de maneira completamente diferente.

O comércio mais antigo faz de tudo para sobreviver face às adversidades económicas do País. 

Por um lado, Antero Braga, administrador da livraria Lello demonstra que esta livraria é sinónimo de "prosperidade". Até porque, para Antero, a livraria Lello é um ponto de visita para todos os turistas, "vir ao Porto e não visitar esta livraria é como ir a Roma e não ver o Papa".

Já para Felício, a livraria Moreira "foi em tempos muito famosa" mas hoje em dia, e de acordo com Felício, a Internet veio revolucionar este negócio colocando à disposição imensas obras.

Estes dois marcos do Porto seguem rumos diferentes.


Reportagem de: Marta Santos e Sara Gomes
Imagem de: Luís Santos

Estação de São Bento: quatro painéis, quatro histórias

Quem nunca entrou pela estação de São Bento dentro, edifício neoclássico projectado pelo arquitecto José Marques da Silva, ante-câmara da cidade do Porto, só para admirar o património artístico, os magníficos painéis de azulejos, executados pelo pintor Jorge Colaço, que adornam e embelezam as suas paredes, belíssimas narrativas imagéticas da História de Portugal? Por ventura, milhares de transeuntes apressados para apanhar o comboio ou um tropel de turistas curiosos, de mapa em punho, a perscrutarem a elevação estética que figura no átrio de São Bento, antigo convento que, no século XVI, acolhia as freiras beneditinas da ordem de São Bento de Ave Maria.

Comecemos, então, pela primeira história, por uma das imagens em azulejo que se observam a partir da perspectiva de quem atravessa o átrio pelo pórtico situado no lado esquerdo da fachada do edifício. Trata-se da apresentação de Egas Moniz e da sua respectiva família perante o rei de Leão e Castela, Afonso VII, para saldar uma dívida de fidelidade não cumprida pelo rei D. Afonso Henriques, aliás, primo deste rei castelhano. Com efeito, depois de ter sido coroado na Catedral de Leão, Afonso VII procurou granjear a obediência dos estados dependentes. Tal prerrogativa estendia-se ao Condado Portucalense, governado por D. Afonso Henriques, que acabou por jurar fidelidade ao rei de Castela, acto assumido por Egas Moniz, na sequência do cerco ao castelo de Guimarães. Porém, Afonso Henriques destoou mais tarde da promessa feita e, em consequência, Egas Moniz, qual símbolo de fidelidade vassálica, viu-se na obrigação moral de se apresentar, a si e à sua família, diante de Afonso VII, com o fim de, como descreve Camões no último verso da estância 38 do canto 3 dos Lusíadas, “pagar com a vida o prometido”. Nos azulejos, Egas Moniz, a mulher e os filhos são representados descalços e com uma corda segurada nas mãos, determinados a morrer para restaurarem a “palavra empenhada”. Conta a lenda que o acto emocionou o rei castelhano, de tal forma que isentou de culpas o fiel aio de Afonso Henriques e sua família.

O painel de azulejos sobreposto a este último relata a história do Torneio de Arcos de Valdevez. O torneio, recurso militar consagrado no código da cavalaria medieval para evitar a eclosão de uma batalha em campo aberto, travou-se entre os cavaleiros portugueses e castelhanos em 1140 na vila homónima. O torneio disputou-se depois de Afonso Henriques ter desrespeitado o tratado de paz firmado em Tui e, posteriormente, invadido a Galiza, após a conquista portuguesa na Batalha de Ourique (1139). Como retaliação, Afonso VII decide também ele invadir a fronteira portuguesa, devastando terras e castelos, até descer em direcção a Valdevez, onde as hostes se encontram. O torneio saldou-se por uma vitória portuguesa.

Do outro lado do átrio, observamos outros dois painéis de histórias portuguesas azulejadas. No plano inferior, é-nos apresentado a figura heróica do Infante D. Henrique, aquando da expedição e conquista de Ceuta (1415), acontecimento que determina a origem dessa grande epopeia de ouro que foi a expansão ultramarina portuguesa. A tomada de Ceuta começou a ser pensada ainda no ano de 1409 e tratou-se, indubitavelmente, de uma iniciativa organizada e promovida pela Coroa portuguesa. Para uma missão de tal envergadura, que fervilhou o entusiamo de quase toda uma nação, foi constituída uma armada composta por cerca de duzentos navios e mais de 20 mil homens, a maior esquadra que até à data se reunira no porto de Lisboa. A armada lusitana zarpou do Tejo a 25 de Julho de 1415 e, ultrapassadas todas as adversidades meteorológicas e humanas, desembarcou por fim em Ceuta no mês seguinte, a 22 de Agosto. Impelidos pelo ideal cavaleiresco, cruzadístico, os infantes portugueses D. Duarte, D. Pedro e D. Henrique, os mais entusiastas apologistas desta empresa, surgem a combater o inimigo marroquino, um acto de afirmação dos mais insignes valores guerreiros. Findadas as lutas, D. João I sagra, na mesquita agora convertida em igreja cristã, os infantes seus filhos. Jorge Colaço fornece-nos uma imagem não menos apoteótica de todo este panorama que a conquista da praça de Ceuta favoreceu, inequivocamente um “marco miliário da História de Portugal”. É ver o jovem, mas impetuoso e audaz infante D. Henrique a submeter, com a bandeira hasteada e o peito da couraça bem saliente, heroificado, os assustados e derrotados mouros.

No plano superior celebra-se a chegada ao Porto do primeiro rei da segunda dinastia portuguesa, o já referido D. João I, para consumar o seu matrimónio com D. Filipa de Lencastre. O casamento de D. João I com D. Filipa de Lencastre inscreve-se no contexto da aliança diplomática, política e comercial que Portugal estabeleceu com a Inglaterra. Em 1386 foi assinado o Tratado de Windsor, o garante selado pelas duas nações de uma paz perpétua, no qual a Inglaterra se comprometia a apoiar a nova dinastia e o monarca português a proteger os interesses do duque de Lencastre ao trono castelhano. D. João I, ainda no mesmo ano, viria a encontrar-se com o duque inglês em Ponte de Mouro, onde seria assinalado um novo acordo que previa a invasão anglo-lusa do reino de Castela. Foi durante este encontro que ficaram também acertados os detalhes para a realização da boda entre o rei D. João I e a filha do duque de Lencastre, D. Filipa de Lencastre, cerimónia que veio a concretizar-se no Porto, em 1387, acontecimento histórico representado nestes painéis da estação de São Bento, nos quais podemos ver identificados a figura do rei português montado a cavalo, precedido da sua comitiva, a fazer a sua retumbante entrada na cidade do Porto, conduzido pela mão abençoadora do patriarca.     

Por Joaquim Pinto

 

 
 

 
 

 
 

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