quinta-feira, 14 de março de 2013

Sessões especiais no Cineclube da ULP



Começa o novo ciclo do cineclube, sendo este constituido por duas sessões especiais com a duração de um dia, cujos criadores são os finalistas de CAM.


 Tratam-se de pequenos documentários de apenas 20 minutos, que retratam a realidade, tentando alterá-la o menos possível,  centrando-se no conteúdo e não na forma dos filmes.

Como é costume depois da apresentação das peças, teve lugar o debate, que foi feito por Mario Silva, que explicou a sua obra e respondeu às perguntas dos assistentes.

Na próxima quarta-feira encerrar-se-á o ciclo do cineclube com a continuação da visualização dos filmes dos finalistas, contando também com a presença dos mesmos.






Laura Capella








terça-feira, 12 de março de 2013

Jornalismo Especializado: Economia ocupou a primeira conferência

"Jornalismo de Economia" abriu o seminário sobre "Jornalismo Especializado", organizado pelo mestrado em Ciências da Comunicação da UP. José Manuel Rocha, do Público, deu o "pontapé de saída", ao comparar o jornalismo a uma refeição.

Foi com jornalismo de Economia que abriu a primeira conferência sobre "Jornalismo Especializado". O conferencista convidado, José Manuel Rocha, é jornalista do Público há 13 anos e trabalha hoje na secção de economia do jornal. Antes de falar à plateia sobre jornalismo económico, o conferencista começou por explicar que a "fome do leitor em ter mais informação" está por detrás de toda a especialização jornalística.

 Foi com jornalismo de Economia que abriu a primeira conferência sobre "Jornalismo Especializado". O conferencista convidado, José Manuel Rocha, é jornalista do Público há 13 anos e trabalha hoje na secção de economia do jornal. Antes de falar à plateia sobre jornalismo económico, o conferencista começou por explicar que a "fome do leitor em ter mais informação" está por detrás de toda a especialização jornalística.

Mas esse não foi o único motivo apontado pelo jornalista do Público. "A informação, neste momento, é uma floresta de ruído onde o jornalista, para evidenciar a sua voz, tem de se diferenciar dos outros jornalistas. Se não houver algo de diferente, ninguém ouve a nossa voz", disse José Manuel Rocha.
Porém, o conferencista admite que "fazer-se ouvir" não é uma tarefa fácil. Depois de relembrar a "crise" que tem abalado a imprensa, sublinhou ainda a competição que os jornais mantêm com a televisão, Internet e rádio. O jornalista aponta que é difícil falar de um assunto especializado depois dos outros meios já o terem feito.
Para esse problema, José Manuel Rocha diz que "não há soluções fáceis, mas é preciso ir mais longe". Acrescenta ainda que "é uma das tarefas nas quais nos devemos concentrar."
O conferencista deu como exemplo o site informativo "Huffington Post", já com várias edições internacionais, que tem causado sucesso graças às suas inúmeras e específicas subsecções especializadas em todo o tipo de temas. A secção mais recente do site dedica-se a informação sobre divórcios.

 Jornalismo especializado em economia

Ao falar de jornalismo económico, José Manuel Rocha comparou o jornalismo a uma refeição. Segundo o jornalista, é importante que o jornal consiga dar a notícia, que funciona como "prato principal" e de seguida servir o "prato suplementar", onde é explicado ao leitor o que aconteceu para se chegar até ali. A "sobremesa", como José Manuel lhe chama, é dizer ao leitor o impacto que aquela notícia vai ter na sua vida.
O jornalista especializado em economia tem ainda de ser capaz de orientar as pessoas dentro de uma crise financeira, ajudá-las a gerir os seus orçamentos e ensiná-las a viver economicamente em sociedade. Destaca os jornais que estão atualmente a dar dicas sobre como gerir as despesas domésticas ou a publicar artigos para desempregados que se encontram, pela primeira vez, nessa situação.

Seminário até dia 18

O seminário de Jornalismo Especializado contará com mais duas conferências sobre jornalismo de tecnologia, dado por Daniel Catalão (dia 12 de março) e jornalismo de política, nas mãos de Ricardo Jorge Pinto (dia 18 de março). O seminário acontece no curso de Ciências da Comunicação da Universidade do Porto e tem entrada gratuita ao público. Mas esse não foi o único motivo apontado pelo jornalista do Público. "A informação, neste momento, é uma floresta de ruído onde o jornalista, para evidenciar a sua voz, tem de se diferenciar dos outros jornalistas. Se não houver algo de diferente, ninguém ouve a nossa voz", disse José Manuel Rocha.
Porém, o conferencista admite que "fazer-se ouvir" não é uma tarefa fácil. Depois de relembrar a "crise" que tem abalado a imprensa, sublinhou ainda a competição que os jornais mantêm com a televisão, Internet e rádio. O jornalista aponta que é difícil falar de um assunto especializado depois dos outros meios já o terem feito.
Para esse problema, José Manuel Rocha diz que "não há soluções fáceis, mas é preciso ir mais longe". Acrescenta ainda que "é uma das tarefas nas quais nos devemos concentrar."
O conferencista deu como exemplo o site informativo "Huffington Post", já com várias edições internacionais, que tem causado sucesso graças às suas inúmeras e específicas subsecções especializadas em todo o tipo de temas. A secção mais recente do site dedica-se a informação sobre divórcios.

Fonte: JPN

sexta-feira, 8 de março de 2013

A Estalajadeira, de Goldoni


Tutto è suscettibile di teatro. Traduzindo, tudo é susceptível de teatro, considerava Carlo Goldoni (1707-1793), dramaturgo italiano, “reformador cauteloso”, que decidiu destronar a vigência da commedia dell’arte, a comédia popular assente na liberdade dada ao actor para representar, improvisando, uma certa personagem-tipo, e introduzir o real em palco, calçando-lhe uns “sapatos sujos”, na expressão de Jorge Silva Melo, tradutor e encenador, que, com prazer, regressa a Goldoni, para oferecer ao público do Teatro Nacional São João o espéctaculo A Estalajadeira, comédia criada em 1753, agora em cartaz até dia 3 de Março.
A estalajadeira Mirandolina é a personagem que determina toda a narrativa desta comédia de Goldoni, escrita em 1753
Fonte: TNSJ

Por esta estalagem passam e vão, ou já estão fixadas, uma diversidade autêntica de figuras-tipo, moldadas à imagem da classe social que representam. Mas se todas parecem ter dissemelhanças à primeira vista, ao menos são unânimes em algo que as mobiliza, a saber, um amor, um “enamoramento” pela própria estalajadeira, mulher ambígua, enigmática, ao mesmo tempo (falsa) sedutora e grácil rapariga que cultiva a sinceridade e manieta perspicazmente o sentimento dos homens, que a pretendem desposar ou talvez comprar.

Mirandolina e o cavaleiro de Ripafratta, personagens centrais da peça de Goldoni, representantes de um conflito secular entre os papéis sociais e sexuais do homem e da mulher Fonte: TNSJ
Senão, vejamos: um marquês, ávido de fortuna e prestígio, espelho dos vícios mundanos de uma burguesia que se começava a emancipar e a ocupar cargos públicos de relevo nos idos do século XVIII, facilmente ludibriado pela galanteria de Mirandolina; o conde, homem bem vestido e aprumado, simboliza a disputa ideológica e financeira entre uma nobreza em decadência, à qual pertence, e uma classe burguesa em ascensão, personificada pelo marquês gabarola, legitimada nos negócios e no comércio; o humilde empregado da estalagem, Fabrício, que auxilia a estalajadeira nas tarefas quotidianas de servir os forasteiros; e ainda o cavaleiro, personagem cortês mas irascível, que é simultaneamente o reflexo e o estilhaço da persona de Mirandolina, no sentido em que, tal como a estalajadeira repele os pretendentes ao seu coração, o cavaleiro não só repele, abomina mesmo a presença da mulher mas, em contraposição, este honrado fidalgo admira em Mirandolina a sua capacidade, quase cândida, de sempre proferir a verdade, em vez de um simples verbo de bajulação. Se o conde de Albafiorita e o marquês de Forlipópoli convocam os conflitos de classe, entre a burguesia material e a nobreza titulada, a estalajadeira e o cavaleiro de Ripafratta são símbolos fecundos dessa suprema dualidade dos sexos, que Goldoni manobra com destreza, uma tensão existente que coloca frente-a-frente o papel social da mulher e o do homem.

 
Cartaz oficial da peça A Estalajadeira de Goldoni, traduzida e encenada por Jorge Silva Melo
Fonte: TNSJ
 A peça termina com um ilusório monólogo, antes um diálogo que a estalajadeira estabelece mais uma vez, pela última das vezes, com o público, a partir de uma cadeira situada na boca de cena: “Se alguma vez estiverdes numa ocasião de duvidar, quase a ceder, pensai nos artifícios que aprendestes, e lembrai-vos da estalajadeira!” Certamente nos iremos lembrar dos artifícios de Mirandolina, a estalajadeira que Goldoni foi buscar ao Mundo em renovação, ao Teatro da vida real.
 
Por Joaquim Pinto
 
 

 

"Que se lixe a Troika, o Povo é quem mais ordena!"

Milhares saíram à rua em protesto contra as medidas do Governo.






Foram mais de 40 cidades que aderiram ao movimento "Que se lixe a Troika, o Povo é quem mais ordena!". Um movimento pacífico que visa contestar as medidas de austeridade do Governo e exigir uma mudança no rumo de Portugal.
Milhares de pessoas, desde crianças a idosos, reuniram-se em protesto na Praça da Batalha pelas 16:00 e muitos foram os cartazes que expressavam o descontentamento e indignação pela actual situação do país. Ouvidas algumas intervenções, o movimento seguiu para  Avenida dos Aliados onde o tema Grandôla Vila Morena voltou a ouvir-se às 18.30, tendo a letra sido distribuída pelos manifestantes.
Segundo a organização, foram mais de 1.5 milhões de pessoas em todo o país que aderiram a este movimento superando todas as expetativas e mesmo a anterior manifestação de 15 de Setembro. A palavra de ordem era de mudança e união, em que a demissão do governo é uma exigência. 

Ouça aqui a Grandôla Vila Morena cantada na manifestação:
https://cloudpt.pt/link/8499eab7-41df-4c96-82ed-d58d10bbf27d/MONO-000.wav


Por: Alexandra Alves

Ipsis Style: Os anéis de Sofia Gomes

Sofia Gomes, 21 anos
 

 
Ipsis Verbis: Qual é o teu estilo?
 
Sofia Gomes: Não tenho um estilo definido. Tento criar o meu próprio estilo, mas isso surge de forma natural. Quando acordo e escolho a roupa o resultado sai sem eu ter de pensar muito! Tanto misturo uma blusa mais clássica com umas calças mais rockeiras.
 
I.V.: Qual é a peça imprescindível no teu dia a dia? 
     
 S.G.: O anel. Sou viciada em anéis!
 
 I.V.: Onde compras a tua roupa normalmente?
      
S.G.: Atualmente as minhas lojas de eleição são H&M, Zara, Pull and Bear,… Mas também   procuro roupa em bastantes lojas vintage pois é um estilo que me atrai bastante e cada vez mais existe este tipo de lojas.







 
 Por: Diana Sanches               

Olhar

Um rosto sem futuro. Nas noites frias do Porto, um sem-abrigo fuma o seu cigarro. Um cidadão anónimo e indefeso que ilustra outros rostos que caíram nas ruas. Com a situação atual do País em que várias famílias ficam desalojadas, esta fotografia evidencia o impacto que algumas ações têm na vida dos portugueses. ENVIE AS SUAS FOTOGRAFIAS COM LEGENDA PARA ipsis.verbis00@gmail.com

Empreendedorismo: Arriscar em Portugal


Hugo Pereira, tem 23 anos tem curso de restauração/bar pela escola de hotelaria e turismo, e é ex-aluno de arquitetura. Actualmente pretende introduzir no mercado um equipamento que considera capaz de favorecer toda a área da restauração. Criou uma empresa e está disposto a apostar no negócio nacional.
Hugo Pereira, um jovem empreendor
 

Ipisis Verbis: Que ideia inovadora é esta?
Hugo Pereira: Essencialmente é para trazer algo de novo comércio. Não serve só para restaurantes mas é no que me foco neste momento. Ou seja, é um aparelho que mandei fabricar no estrangeiro e permite que da mesa onde o cliente está sentado que o empregado do restaurante seja chamado para que possam ser realizados diversos pedidos e serviços.


I.V.: Que vantagem tem na generalidade esta inovação?
H.P.: Para o cliente, diminui o tempo de espera, faz com que receba o seu pedido sempre no momento certo, não é interrompido da sua conversa para localizar o funcionário, fazendo o cliente ter mais privacidade e sentir-se mais confortável. Para a empresa, inovação e modernização, proporciona um atendimento eficaz criando assim um aumento de fidelização e vendas, diminui as reclamações, facilita o trabalho do funcionário, diminui o número de viagens desnecessárias à mesa e existe uma melhor coordenação entre funcionários.

I.V.: Como surgiu esta ideia de tentar trazer algo de novo aos restaurantes?
H.P.: Surgiu espontaneamente. Já andava há algum tempo sem nenhuma ocupação, desisti dos estudos e queria arranjar um trabalho normal que me ocupasse o dia, então, pensei em trazer algo que fosse inovador e que tivesse algum sucesso.

I.V.: De que forma expandes o produto. Como trabalhas o Marketing e a Publicidade?
H.P.: Tenho o site nowait  e uma página no Facebook que tem todas as informações necessárias e tenho um carro comercial, para já não há retorno para outras coisas como, publicidade em outdoors, rádios, jornais. As despesas que tenho mensalmente não o permitem.

I.V.: Achas que a tua formação nessa área te deu alguma ajuda?
H.P.: Sem dúvida. Quando entrei para a escola de hotelaria e turismo já estava muito motivado, mas com o decorrer de toda aprendizagem ainda me despertou mais interesse. Desde daí sempre quis trabalhar em algo relacionado com o tema. Para já encontro-me com este projeto, mas mais tarde tenciono outras coisas relacionadas. Aliás neste momento encontro-me a tirar uma formação para dar aulas de bar.

I.V.: Tencionas continuar com esse projeto cá em Portugal, ou ir para o estrangeiro é uma alternativa?
H.P.: Para já queria ficar em Portugal, tenho cá toda a minha vida e é sempre difícil começar uma nova vida num sítio que não conhecemos, mas se as coisas no nosso país permanecerem negativas como estão agora, ir para fora não está fora de questão! Até porque também gostava de alargar a minha empresa para fora.
 
 
 Por: Diana Sanches

 

Concorda com a medida do governo em proibir a venda de drogas legais em smartshops?

Visitas