"Jornalismo de Economia" abriu o seminário
sobre "Jornalismo Especializado", organizado pelo mestrado em Ciências
da Comunicação da UP. José Manuel Rocha, do Público, deu o "pontapé de
saída", ao comparar o jornalismo a uma refeição.
Foi com jornalismo de Economia que abriu a primeira
conferência sobre "Jornalismo Especializado". O conferencista convidado,
José Manuel Rocha, é jornalista do Público há 13 anos e trabalha hoje
na secção de economia do jornal. Antes de falar à plateia sobre
jornalismo económico, o conferencista começou por explicar que a "fome
do leitor em ter mais informação" está por detrás de toda a
especialização jornalística.
Foi com jornalismo de Economia que abriu a primeira conferência sobre
"Jornalismo Especializado". O conferencista convidado, José Manuel
Rocha, é jornalista do Público há 13 anos e trabalha hoje na secção de
economia do jornal. Antes de falar à plateia sobre jornalismo económico,
o conferencista começou por explicar que a "fome do leitor em ter mais
informação" está por detrás de toda a especialização jornalística.
Mas esse não foi o único motivo apontado pelo jornalista do Público.
"A informação, neste momento, é uma floresta de ruído onde o jornalista,
para evidenciar a sua voz, tem de se diferenciar dos outros
jornalistas. Se não houver algo de diferente, ninguém ouve a nossa voz",
disse José Manuel Rocha.
Porém, o conferencista admite que "fazer-se ouvir" não é uma tarefa
fácil. Depois de relembrar a "crise" que tem abalado a imprensa,
sublinhou ainda a competição que os jornais mantêm com a televisão,
Internet e rádio. O jornalista aponta que é difícil falar de um assunto
especializado depois dos outros meios já o terem feito.
Para esse problema, José Manuel Rocha diz que "não há soluções
fáceis, mas é preciso ir mais longe". Acrescenta ainda que "é uma das
tarefas nas quais nos devemos concentrar."
O conferencista deu como exemplo o site informativo "
Huffington Post",
já com várias edições internacionais, que tem causado sucesso graças às
suas inúmeras e específicas subsecções especializadas em todo o tipo de
temas. A secção mais recente do site dedica-se a informação sobre
divórcios.
Jornalismo especializado em economia
Ao falar de jornalismo económico, José Manuel Rocha comparou o
jornalismo a uma refeição. Segundo o jornalista, é importante que o
jornal consiga dar a notícia, que funciona como "prato principal" e de
seguida servir o "prato suplementar", onde é explicado ao leitor o que
aconteceu para se chegar até ali. A "sobremesa", como José Manuel lhe
chama, é dizer ao leitor o impacto que aquela notícia vai ter na sua
vida.
O jornalista especializado em economia tem ainda de ser capaz de
orientar as pessoas dentro de uma crise financeira, ajudá-las a gerir os
seus orçamentos e ensiná-las a viver economicamente em sociedade.
Destaca os jornais que estão atualmente a dar dicas sobre como gerir as
despesas domésticas ou a publicar artigos para desempregados que se
encontram, pela primeira vez, nessa situação.
Seminário até dia 18
O seminário de
Jornalismo Especializado contará com mais duas conferências sobre
jornalismo de tecnologia, dado por Daniel Catalão (dia 12 de março) e
jornalismo de política, nas mãos de Ricardo Jorge Pinto (dia 18 de
março). O seminário acontece no curso de Ciências da Comunicação da
Universidade do Porto e tem entrada gratuita ao público.
Mas esse não foi o único motivo apontado pelo jornalista do Público.
"A informação, neste momento, é uma floresta de ruído onde o jornalista,
para evidenciar a sua voz, tem de se diferenciar dos outros
jornalistas. Se não houver algo de diferente, ninguém ouve a nossa voz",
disse José Manuel Rocha.
Porém, o conferencista admite que "fazer-se ouvir" não é uma tarefa
fácil. Depois de relembrar a "crise" que tem abalado a imprensa,
sublinhou ainda a competição que os jornais mantêm com a televisão,
Internet e rádio. O jornalista aponta que é difícil falar de um assunto
especializado depois dos outros meios já o terem feito.
Para esse problema, José Manuel Rocha diz que "não há soluções
fáceis, mas é preciso ir mais longe". Acrescenta ainda que "é uma das
tarefas nas quais nos devemos concentrar."
O conferencista deu como exemplo o site informativo "
Huffington Post",
já com várias edições internacionais, que tem causado sucesso graças às
suas inúmeras e específicas subsecções especializadas em todo o tipo de
temas. A secção mais recente do site dedica-se a informação sobre
divórcios.
Fonte: JPN